A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/06/2020
Segundo o ex-presidente do Brasil, Washington Luís: “Governar é construir estradas”. Tal afirmação, embora dita no século XIX, evidencia um problema enfrentado que ainda persiste no País e continua a crescer, a crise na mobilidade urbana. Isso se deve, sobretudo, à ineficiência do Governo e ao descaso de parcela do corpo social. Logo, são necessárias ações do Ministério da Infraestrutura e da Imprensa, visando ao enfrentamento dessa situação.
Nesse sentido, consoante o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado assegurar o equilíbrio social. Isso posto, percebe-se que, ao não investir em transportes públicos, como melhoramento da malha metroviária e nos ônibus, e ao não promover reformas em vias públicas que visem reduzir engarrafamentos, o Poder Público desconstrói essa harmonia. Consequentemente, tal precariedade da locomoção urbana acaba por impedir que os indivíduos exerçam o direito de ir e vir, previsto na Constituição Cidadã, tornando os centros urbanos locais não agradáveis de viver e de trabalhar, causando um maior descontentamento da população com as cidades brasileiras.
Ademais, é indubitável que a negligencia de parte da população colabora para o agravamento da problemática. Por esse viés, segundo o sociólogo Émile Durkheim, fato social é um modo coletivo de agir e pensar. Desse modo, evidencia-se que devido aos constantes problemas nos transportes públicos, como a superlotação e a falta de segurança, tornou-se comum o uso de veículos particulares pela sociedade. Em decorrência disso, parcela do corpo social acaba por ignora os impactos negativos da grande frota de automóveis, como a intensificação do efeito estufa e a formação de ilhas de calor, opta pela utilização dos carros, cuja frota dobrou nos últimos dez anos, segundo o Observatório das Metrópoles.
Logo, é de fulcral relevância o enfrentamento à crise na mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, assiste ao Ministério da Infraestrutura, em pareceria com empresas de locomoção urbana, melhorar as vias de transporte urbano, por meio da ampliação de linhas de metrô e de ônibus e por meio de reformas em importantes avenidas e estradas, com o fito de garantir o cumprimento do direito de ir e vir da população brasileira. Também, cabe à Mídia, em conjunto com instituições que atuam nessa área, mobilizar o corpo social no combate aos efeitos desse problema, por via de campanhas de conscientização sobre o uso de transportes públicos e de incentivo à caronas, a fim de reduzir os impactos do excesso de carros ao meio ambiente da cidade. Assim, será possível solucionar a crise na mobilidade urbana e demonstrar que Governar não é somente construir estradas.