A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/06/2020
Durante o governo de Juscelino Kubtchek, aconteceu, no Brasil, o incentivo ao uso de automóveis individuais, aumentando a quantidade de veículos nas cidades. Esse cenário, levou, ao passar dos anos, a crises de mobilidade urbana, o que perdura até o atual contexto brasileiro. Nesse sentido, a ineficiente infraestrutura dos centros de povoação, assim como, o individualismo presente na população são causas para os problemas de mobilidade nas cidades brasileiras.
É importante, a princípio, compreender como o ineficiente sistema de transporte brasileiro impacta os deslocamento nas cidades. No Brasil, durante o século XX, houve o projeto, criado pelo governo de Juscelino Kubtchek, “50 anos em 5”, em que incentivava a população a comprarem carros para formentar a economia nacional. Sob essa óptica, observa-se que a infraestrutura das cidades brasileiras, historicamente, prioriza os veículos individuais, o que restringe a atuação de outros modais como bicicletas e ônibus. Nesse contexto, a dinâmica das cidades tornam-se menos eficiente, levando a congestionamentos que dificultam o deslocamento nos centros urbanos. Desse modo, a diversificação dos meios de transporte é essencial para aprimorar a mobilidade urbana no Brasil.
Em segunda análise, cabe retratar o impacto do individualismo na dinâmica das cidades. De acordo com o filósofo Aristóteles, o homem está condicionado a viver em pólis, portanto, o todo deve vir antes da parte. Contudo, no Brasil moderno, esse pensamento, não é efetivado, levando a uma crise de mobilidade urbana, já que muitas pessoas não gostam de “dividir” um automóvel e não aderem a práticas como o uso de transporte públicos e o compartilhamento de um carro entre pessoas que estão indo para o mesmo lugar. Nessa perspectiva, o número de automóveis circulando aumenta, resultando em congestionamentos nas cidades. Dessa forma, é fundamental a superação do individualismo para aprimorar o deslocamento nas cidades brasileiras.
Em virtude dos fatos mencionados, verifica-se a importância de aprimorar a mobilidade urbana. À vista disso, o Governo deve buscar a diversificação dos modais nas cidades brasileiras, por meio da construção de ciclo faixas e expansão do transporte públicos , o que pode ser feito com incentivos fiscais, como oferecer descontos em impostos para empresas expandirem as frotas de ônibus e trens, a fim de aprimorar a mobilidade urbana brasileira e reverter a realidade que perdura desde o mandato de Juscelino kubtchek. Além disso, as escolas devem desconstruir o individualismo presente nos alunos, para que se alcance uma sociedade mais adepata ao transporte público e, então, construir cidades com dinâmicas de transporte mais eficientes.