A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/06/2020

No seu poema modernista ‘‘Cota Zero’’ Carlos Drummond de Andrade, faz uma crítica que diz a respeito entre o homem e o automóvel. Analogamente é possível identificar essa dependência, por meio do caos da mobilidade urbana do mundo contemporâneo. Que é motivada não só pela péssima estrutura de transporte públicos, mas também pela carrocracia estrutural.

Deve-se destacar, de início  a péssima estrutura de transporte públicos como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rouseeau, na sua obra ‘‘Contrato Social’’, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que o caos no deslocamento urbano rompe com todas as defesas do filosofo iluminista, uma vez que a dificuldade na mobilidade pode gerar estresse, ansiedade e atrasos para a população que vivem em grandes centro urbanos. Dessa forma é inaceitável, em pleno terceiro milênio seja violado o que é garantido constitucionalmente.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela carrocracia, ou seja pelo fato das cidades brasileiras serem construídas de modo a favorecer os carros e não outros modais. No decorrer da formação do Estado brasileiro essa construção que visava o deslocamento de carros se fez presente durante parte significativa do processo. Assim como é evidenciada pelo lema de governo de Washington Luís, ex presidente do Brasil, ‘‘Governar é abrir estradas’’.  Destarte, é fundamental uma mudança nas atitudes do governo para que, dessarte o fim do problema com a mobilidade urbana deixe de ser uma utopia.

Portanto, medidas devem ser tomadas com urgência para amenizar a questão. Logo, o Governo Federal, Estadual e Municipal, por meio de verbas governamentais deve ampliar linhas de transporte públicos, por exemplo de ônibus e metrôs. Nesse sentido, o fito de tal ação é aumentar o uso de transportes públicos, e consequentemente diminuir o fluxo da circulação de automóveis privados nas metrópoles brasileiras. Somente dessa maneira, o problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O Pensador ’’ Na mudança do presente a gente molda o futuro’’.