A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/07/2020
A ascensão da mobilidade urbana brasileira ocorreu durante o governo de Juscelino Kubitschek, em meados de 1950, quando o processo de urbanização intenso associou-se à uma política de priorização da indústria automobilística, diminuindo a taxação de impostos sobre os automóveis de propriedade privada e a implantação do ônibus movido a gasolina. Diante disso, é possível analisar os grandes efeitos negativos das ações precipitadas acometidas por Kubitschek atualmente, como a falta de planejamento estatal para a implantação de rodovias e o sucateamento do transporte público, principal meio de mobilidade da população brasileira.
Em primeira analise, de acordo com a confederação nacional do transporte, cerca de 78% da das rodovias federais e estatais apresentam problemas em relação a sinalização e pavimentação. A falta de comprometimento do Estado, juntamente com planejamento falho do tráfego de automóveis e ferrovias, e o desvio das verbas destinadas à politicas de trânsito são os principais motivos na deficiência das vias, comprometendo a vida da população e expondo-os a acidentes rodoviários.
Por conseguinte, a quantidade de pessoas que dependem do transporte público não coincide com o numero de automóveis disponíveis e os preços elevados das passagens, contribuem para a insatisfação popular, acarretando vários prejuízos à população. Nesse contexto, o índice de veículos privados aumenta em função do sucateamento dos meios de transporte públicos, contribuindo para formação de ondas de calor nas grande cidades.
Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas a tríade Estado, empresas e midia.É dever do Estado o planejamento de rodovias e ferrovias integras; a iniciativa privada, fabricante dos meios de transporte em geral, deverá atender às demandas populacionais, afim de incentivar ao uso de seu produto; a midia, deverá veincular aleternativas sustentaveis de transporte. Somente assim, chegaremos perto da utopia idealizada por Kubitschek.