A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/06/2020

Na década de 1950, o processo intenso de urbanização esteve associado ao aumento substancial de veículos motorizados, resultado de uma política de estado que priorizou investimentos, sobretudo, na indústria automobilística. Entretanto, esse aumento contínuo do número de carros nas metrópoles não foi acompanhado de planejamento urbano e de infraestrutura, o que resultou em grandes congestionamentos de veículos e dificultou a locomoção. Atualmente, o Brasil enfrenta uma crise em  sua mobilidade urbana, tendo em vista o aumento do uso de transportes individuais em detrimento da utilização dos coletivos, a precariedade do transporte público e o baixo investimento em outros modais de transporte, como o ferroviário e o aeroviário. Logo, são necessários esforços governamentais para solucionar essa problemática.

Nessa perspectiva, o transporte público, até então pouco desenvolvido e incentivado pelo órgão Estatal, surge como meio alternativo e facilitador da mobilidade urbana no Brasil, interferindo positivamente na dinâmica das cidades ao reduzir os congestionamentos, e trazendo benefícios, inclusive, para o meio ambiente, pois, o excesso de veículos nas ruas gera mais poluição, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala. Contudo, a realidade do que era pra ser confortável, seguro e acessível à população é, na verdade, crítica em diversos aspectos. Isso se justifica porque o transporte público brasileiro sempre foi alvo de reclamações, uma vez que a lentidão, a superlotação, a má qualidade dos veículos e a irregular distribuição das frotas são problemas frequentes que dificultam a efetiva utilização desse modal. Portanto, isso evidencia a incompetência e o desinteresse do Estado em solucionar a crise da mobilidade urbana no Brasil.

Além disso, é notório que o modal rodoviário é o mais desenvolvido no país, representando mais de 75% de uso. Porém, ele é o responsável pelos grandes e longos engarrafamentos nas cidades, e por isso, outros meios de transporte devem ser incentivados, como as bicicletas, que representam um modo mais saudável, econômico e benéfico tanto para as pessoas, quanto para o meio ambiente. Logo, isso deve ocorrer de forma a “aliviar” a pressão feita sobre o sistema rodoviário do país e garantir fluidez nas vias públicas a todos os veículos.

Portanto, a fim de vencer a atual crise de mobilidade no país, é necessário que o Governo, por meio de políticas públicas, invista em outros modais de transporte, como o ferroviário, em detrimento dos veículos automotores e, dentro das cidades, incentive o uso das bicicletas pela população. Ademais, deve, melhorar a qualidade dos transportes públicos, conferindo-lhe melhores condições de segurança e de eficiência, e construir ciclofaixas e ciclovias, viabilizando definitivamente o uso desse transporte.