A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/06/2020

O modo de produção Fordista proporcionou um maior acesso da população aos automóveis, fazendo com que estes fizessem parte do cotidiano social. Todavia, no Brasil hodierno, o elevado índice de carros a trafegarem na zona urbana tem ocasionado um grave revés. Decerto, a agressão  ao meio ambiente e a insegurança dos que trafegam por essas vias são, em suma, problemáticas provenientes desse fato. Logo, convém buscar soluções governamentais e midiáticas para mitigar essa mácula.

Nessa conjuntura, o descaso à natureza, oriundo do uso excessivo de automóveis, é um nefasto efeito. Cumpre enaltecer que o presidente Juscelino K., com sua política rodoviarista, foi um grande incentivador do uso desse meio de transporte no Brasil. Em verdade, a cultura criada entorno dessa forma de locomoção, levou, em tese, a aquisição de automóveis por boa parte dos brasileiros. No entanto, sendo este meio um dos mais agressivos ao meio ambiente, graves problemas surgiram e se agravaram a cada dia, como o efeito estufa e as ilhas de calor, resultante dos gases liberados no deslocamento. É necessário, pois, uma intervenção do governo para sanar esses efeitos.

Outrossim, a periculosidade a qual estão submetidos os adeptos dessa prática é preocupante. Nesse tocante, o filme “Central do Brasil” desenvolve sua trama a partir de uma morte no trânsito de uma capital. Similarmente, muitas pessoas já morreram, e morrem diariamente, tendo, em geral, sua causa ligada à insegurança das rodovias. De fato, a opção de não aderir ao transporte público e preferir o privado, fortalece essa insegurança e coloca mais vidas em risco. Por conseguinte, é premente uma atuação para transmudar o pensamento social.

Destarte, a fim de dirimir a crise da mobilidade urbana, medidas são cruciais. Para isso, cabe ao Ministério da Infraestrutura valorizar o transporte público do Brasil, por meio da adoção de melhorias, como equipando-os com mais conforto, aumentando a frota e direcionando vias exclusivas para o tráfego deles, a fim de impulsionar a utilização destes e abolir a crise de mobilidade. Ademais, cabe à Mídia, em sua programação, incentivar os brasileiros a adotarem os transportes coletivos, expressando por meio de documentários os impasses ambientais do automóvel privado, e favorecer o uso dos púbicos, a fim de extinguir esse impasse