A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 21/06/2020
Desde os tempos mais remotos, o ser humano tem a necessidade de movimento, sobretudo, por motivos de sobrevivência. Na época do governo JK (Juscelino Kubitschek), o fomento à urbanização foi evidenciado pelo êxodo rural elevado. Porém, isso gradualmente trouxe malefícios ao espaço urbano, o qual sofre uma crise de mobilidade.
Em primeiro lugar, o crescimento demográfico acentuado na área urbana brasileira recai, principalmente, no período de industrialização acelerada do governo JK. Embora tenha aumentado o índice de empregabilidade com incetivos fiscais às empresas estrangeiras, não ocorreu um planejamento efetivo da transição urbana. Pelo contrário, o cidadão ao longo do tempo passou a comprar mais carros, devido à maior abertura do mercado nacional; por isso, as cidades contraíram uma superlotação e uma crise de tráfego intensa. O agravamento piora ao analisar o desenvolvimento de rodovias que interliguem cidades, mas, não uma adaptação estrutural do setor urbano, para a recepção do novo fluxo.
Em segundo lugar, o tempo gasto para se chegar a um ponto em determinada cidade é inerente a um vetor de sobrevivência. Tendo em vista que, instintivamente, a população necessita de comida e que o trabalho é uma fonte de renda, o deslocamento se evidencia por ser, sobretudo, o modo de chegar ao setor de serviços (metrópoles). Mas, entre outras cidades, Natal (capital do Rio Grande do Norte), apresenta uma das mais altas tarifas de ônibus (4 reais). Além do alto preço, a maior parte do sistema de transporte público no Brasil é precário, fator esse que se justifica com as lotações, pontos deteriorados e, muitas vezes, a abolição da carteira estudantil a fim do pagamento de metade do valor.
Portanto, é evidente a urgência de uma imediata intervenção no que tange a mitigar o problema. Para isso, o Ministério da Infraestrutura deve manter ações conjuntas com prefeituras, para incentivar empresas privadas de ônibus e aumentar o barateamento das tarifas. E, desse modo, haja maior adesão ao transporte público e desenvolvimento por demanda.