A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/06/2020

No livro “Utopia”, do escritor inglês, Thomas More, é criado um local onde inexiste mazelas sociais e o trânsito é perfeitamente fluido. Ao se fazer paridade com a realidade brasileira, entretanto, o aumento da coletividade, associado à má gestão estatal são fatores que corroboram a crescente crise na mobilidade urbana, o que torna-se um entrave de descomunal relevância, na qual, o estado do Rio de Janeiro, de acordo com o G1, revela que ausência de mobilidade urbana já se encontra presente. Ora, mostra-se com uma imagem de descaso com essa área e, por tabela, o absentismo de prudência.

Essa mazela advém, em especial, da descautela do olhar coletivo coletivo. Na ótica do sociólogo de Anthony Giddens, o global afeta o local e vice-versa, ou seja, esse exagero coletivo gera consequências lamentáveis em escala Nacional e Municipal, como o aumento da violência e do congestionamento no trânsito, uma vez que o G1 aponta que um em cada cinco motoristas admite uso do celular ao dirigir, isto é, um comportamento inapropriado, na qual, gera danos sociais. Logo, é inadmissível que um país, em estágio de desenvolvimento, permaneça inerte perante tal situação.

Atrela-se ao exposto, a negligência do Poder Público com essa temática. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que com a baixa qualidade dos transportes públicos, muitos indivíduos são atraídos para a utilização de veículos privados, chega aos 7 milhões, apenas no Estado de São Paulo, com isso, amplia-se o número de automóveis nas estradas e, por extensão, prejudica o acesso as rodovias. Nesse sentido, torna-se fulcral reformular o papel do Governo, com o fito de atenuar esse impasse.

Infere-se, portanto, que essa problemática demanda dois vetores. Assim, cabe à sociedade que amplie a tarefa de discussão acerca dessa temática, por meio de palestras e documentários educativos inseridos nessa causa, a fim de fomentar a consciência coletiva. Ademais, o Estado precisa intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento para essa mazela, por intermédio de investimentos em transportes coletivo, implantações de corredores exclusivos e preferenciais para ônibus, entre outros, além de investimento em informação inteligente para a promoção de uso dessa nova infraestrutura , com o intuito de haver menos congestionamentos e uso de automóveis privados. Desse modo, para que o livro “Utopia” seja um exemplo para o Brasil nesse esfera.