A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/07/2020
No conto “a autoestrada do sul”, redigido, em 1964, pelo autor Júlio Cortázar, é retratado um engarrafamento que dura anos. Analogamente, nos dias atuais, é vivenciada a crise na mobilidade urbana brasileira da qual é produto da modernidade. Sob esse aspecto, convém analisar as causas para esta problemática e possível solução.
Em primeira análise, a dependência das rodovias no país é uma das principais causas. Vale a ressalva que, tal fenômeno findou-se com o presidente Juscelino que além de desarticular as ferrovias, criou mecanismos que privilegiava as empresas automobilísticas. Então, com a evolução das cidades, infelizmente, a situação atenuou-se devido ao fato das cidades não terem sido planejadas.
Além disso, a falta de transporte de massa com segurança atenua a situação. Conforme dados da Fundação Getúlio Vargas nos últimos dez anos houve um crescimento de 400% na quantidade de veículos adquiridos. Isso demonstra o quanto as políticas de transporte coletivo são precárias, visto que a população opta pela obtenção do seu próprio veículo. É irrefutável que a falta de condições melhores,que deveriam ser ofertadas pelo Estado, contribuem para permanência disso.
Destarte, para que não haja a materialização contada pelo argetino fazem-se necessárias medidas governamentais. Cabe ao Governo aplicar as verbas destinadas a mobilidade urbana, visando a formação de cidades mais sustentáveis, através da construção ou ampliação de ciclovias e incentivo a caronas solidárias, a fim de garantir o bem estar da população sem prejudicar as próximas gerações.