A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/07/2020

Com o advento da Segunda Revolução Industrial, a humanidade vivenciou intensas transformações no campo logístico, com as barreiras físicas, dantes fonte de enormes dificuldades de deslocamento, agora a principal responsável pela reestruturação urbana da sociedade. Entretanto, o célere desenvolvimento das maiores cidades do país foi de encontro ao planejamento realizado, o que se tornou uma enorme lide para a população, ao promover impactos tantos na mobilidade urbana espacial, como também às questões ambientais hodiernas.

Mormente, é imprescindível se atentar para a questão do transporte nas metrópoles brasileiras. Nesse sentido, pode-se acentuar, em uma frase do filósofo Platão, que “não é suficiente viver, mas viver bem”. Porém, a rápida ocupação das grandes capitais brasileiras, fruto de um intenso Êxodo Rural ocorrido nas décadas de 50 e 60, causou um crescimento urbano desordenado, em função da lenta adaptação dos serviços de transporte público à sociedade em expansão. Desse modo, essa defasagem estrutural aumentou os tempos dispendidos pelas pessoas no deslocamento ao trabalho, o que é um problema para a qualidade de vida individual.

Ademais, as características da matriz energética brasileira, associada aos meios de transporte, são um problema de caráter ambiental. Destarte, o elevado consumo de diesel, por ser um combustível não-renovável e majoritariamente utilizado em veículos de grande porte, é o principal agente potencializador da poluição atmosférica, devido à emissão de gás carbônico e outros produtos, como sulfetos e monóxido de carbono. Assim, é fulcral a necessidade de tornar o processo menos poluente.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática da mobilidade urbana no Brasil. Logo, o Governo Federal, em parceria com os governos municipais, deverá readequar o modelo urbanístico das principais cidades brasileiras, por meio da construção de ciclovias e aumento da disponibilização do transporte público, com o intuito de disponibilizar alternativas de deslocamento para as pessoas e diminuir o tempo gasto no trajeto ao trabalho. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deverá criar ações de incentivo à alternativas de geração de energia mais sustentáveis, como, por exemplo, os motores elétricos. Por conseguinte, a sociedade estará mais adaptada às condições atuais inerentes a um cotidiano metropolitano.