A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/08/2020
No governo de Juscelino Kubistcheck, com o plano de metas, ocorreu um grande incentivo às rodovias e às indústrias automobilísticas. Dessa forma, entende-se que a crescente crise de mobilidade urbana no Brasil é causada por fatores históricos e pela má qualidade dos transportes públicos.
Em primeiro plano, é notório que o modelo “carrocêntrico”, iniciado no governo Kubistcheck, é responsável pela falência do fluxo de pessoas e de mercadorias. Nesse sentido, cabe destacar que essa política direciona a tenção e os investimentos, prioritariamente, ao transporte individual. Logo, indiscriminadamente, incentiva a compra de veículos, o que corrobora para o congestionamento nas metrópoles brasileiras.
Ademais, é indubitável que a má qualidade dos transportes públicos esteja relacionada às dificuldades de locomoção. Assim sendo, o baixo investimento, o descaso e a superlotação nos modais coletivos têm repelido o cidadão, de forma acrítica, que opta por veículos de alto potencial poluente. Nesse contexto, segundo o filósofo Hans Jonas, em seu livro “O princípio responsabilidade”, o cidadão deve agir de modo sustentável para a manutenção da vida humana.
Portanto, com a finalidade de mitigar os problemas de locomoção no território nacional, cabe à União, em parceria com os municípios, ampliar as frotas dos transportes coletivos e fomentar a criação de ciclovias. Porque, somente assim haver-se-à o cumprimento do princípio responsabilidade proposto por Hans Jonas.