A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/07/2020
O presidente Juscelino Kubitschek denominou como “Plano de Metas” o seu projeto, cujo objetivo principal era crescer o Brasil 50 anos em 5. Neste contexto de avanço, o êxodo rural se intensificou, assim, as cidades cresceram em um ritmo acelerado e, por conseguinte, sem planejamento. Bem como o contexto histórico, junto com o desenvolvimento das cidades surgiu a necessidade de locomoção, o que fez aumentar as indústrias automobilísticas, causando a “imobilidade urbana”. Isto ocorre tanto pelo transporte público ser de péssima qualidade, como também pelo aumento do poder aquisitivo e da classe média brasileira.
A princípio, é importante destacar que o meio de locomoção público não satisfaz a população brasileira, por isso a maioria dos indivíduos opta por comprar automóveis. Em 2019, cerca de 4,3% dos brasileiros deixaram de usar coletivos para utilizar carro próprio, segundo a Organização Nacional das Empresas de Transportes Urbanos. Devido a isso, houve um aumento dos números de carros e dos congestionamentos, dificultando a mobilidade segura e confortável. Portanto, é necessário a melhora nos veículos públicos, caso contrário haverá inchaço de transportes individuais.
Outrossim, é válido lembrar que os carros viraram sinônimo de poder. Tal cenário é fruto de uma sociedade capitalista que está a todo momento determinando status social, por meio de bens materiais. Assim, Zygmunt Bauman na frase: “consumo, logo existo” retrata essa problemática, pois comprar é sempre incentivo porque reafirma a existência da população. Pensando nisso, donos de empresas criaram o sistema de parcelamento que caiba no bolso do comprador. Portanto, a facilidade de aquisição e a supervalorização de quem detém contribuem para a crise de locomoção.
Infere-se que medidas são necessárias para melhorar a mobilidade urbana. Para isso, as prefeituras municipais, principalmente de grandes metrópoles, devem trabalhar no plano diretor da cidade ampliando rodovias, por meio de uma parceria com arquitetos locais, a fim de que sejam feitos projetos modernos com façam a cidade ganhar espaço de circulação. Em concomitante, o Governo Federal deverá melhorar o transporte público, através de investimentos no conforto, para que mais pessoas façam uso e diminua o tráfego de veículos. Somente assim, a caminhabilidade irá ficar mais fácil.