A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/07/2020

No Brasil contemporâneo, com o crescente desenvolvimento da indústria automobilística, a sociedade e o meio ambiente, em suma, tem sofrido grandes impactos no seu cotidiano. Isso se deve, sobretudo, à falta de infraestrutura dos transportes coletivos e a desenfreada compra de automóveis por meio de uma vasta parcela da população. Logo, há a necessidade de ações do Estado e da sociedade, visando ao enfrentamento do problema.

Nesse contexto, vale ressaltar o modelo de gestão da Segunda Revolução Industrial, o Fordismo, em que seu sistema de produção em massa possibilitou uma vasta redução no custo de produção e barateou os artigos produzidos. Desse modo, facilitou o aumento do número de vendas nesse setor e que perpetua até os dias atuais com a desenfreada compra de automóveis por meio da população. Infere-se, então, que a baixa qualidade das peças dos automóveis, para barateá-los, afetam diretamente no consumismo da sociedade, acarretando em engarrafamentos e em doenças respiratórias causadas pela emissão dos gases ao meio ambiente.

Somado a isso, a falta de infraestrutura dos transportes coletivos, principalmente, nas grandes capitais do país, dificulta a locomoção dos cidadãos aos seus destinos, o que os levam a adquirir seus próprios veículos para cumprir com as suas obrigações rotinais. Outrossim, o uso de transportes sustentáveis, como bicicletas e metrôs, diminuiria o risco de doenças respiratórias e culminaria na fluidez do trânsito. Constata-se, assim, a necessidade de uma melhoria nos transportes coletivos, com ênfase aos sustentáveis.

À luz dessas considerações, o Estado, que é detentor de grande poder na esfera nacional, deve melhorar a infraestrutura dos transportes coletivos e aumentar o número de transportes sustentáveis, por meio de investimentos nesse setor e com o auxilio do Ministério da Infraestrutura, com o fito de solucionar a crise da mobilidade urbana brasileira.  Sendo assim, se desvincularia do modelo de produção em massa, Fordismo.