A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/07/2020

Na década de 1950, no governo de Jucelino Kubitschek, a indústria automobilística foi muito incentivada, visto que muitas rodovias foram criadas. Entretanto, Por conta disso, houve um crescimento desordenado de automóveis no país, o que gerou e ainda gera os inaceitáveis problemas de mobilidade. Tal situação é grave, pois além de tirar tempo útil dos indivíduos, ainda ocasiona consequências para o meio ambiente. Esse fato é causado pelo incentivo indiscriminado da compra de veículos pela mídia, aliado com a má qualidade do serviço de transporte público.

Antes de tudo, é importante destacar que a revolução tecno-informacional do século passado trouxe muitas inovações para o mundo, como carros com altos designs e tecnologias. Essa revolução fez com as mídias das grandes potências, como Estados Unidos, investissem muito em divulgação e marketing, o que ocasionou e ocasiona um grande aumento no número de veículos nos países do ocidente, em especial, no Brasil. Visto que, conforme dados do Observatório das Metrópoles, de 2002 a 2012, o número de automóveis cresceu 138% no país.

Outrossim, a imoral e inaceitável inércia do poder público para prover qualidade nos serviços de transporte público é um agravante para a crise de mobilidade no País. Dado que, segundo a Agência Brasil, 12% da população considera o serviço público ruim ou como um problema, ocasionado o uso de transportes particulares e colaborando para os congestionamentos e males ambientais oriundos da emissão de dióxido de carbono pelos veículos.

Diante do exposto, o Governo Federal deve garantir a plena mobilidade da população, por meio de campanhas de conscientização nas mídias, rádio e televisão, sobre o uso consciente dos veículos. Bem como realizar reformas nas frotas de ônibus e nos terminais de embarque e desembarque, a fim de se efetivar o direito legal de ir e vir, além de promover a sustentabilidade da sociedade.