A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/07/2020

O artigo V da Constituição Federal de 1988 aborda sobre o direito de ir e vir, da liberdade de locomoção dentro e para fora do Brasil. De modo geral, este artigo permite aos indivíduos que aqui estão, a possibilidade de andar nas vias públicas e frequentar espaços públicos quando desejarem. No entanto, existe diversos aspectos que dificultam a prática desse direito, tornando a mobilidade urbana um grande obstáculo para a população e afetando diversos âmbitos da sociedade brasileira.

Em primeiro plano, apesar do alto valor das passagens, o inepto serviço público de transportes e o grande número de baldeações, juntamente com a macrocefalia urbana (crescimento desordenado das cidades) são os principais fatores para imobilidade urbana ter se tornado um problema presente no cotidiano de diversos brasileiros. Dessa forma, a ideia de supervalorização do carro, difundia por Juscelino Kubistchek, perpetua nos dias de hoje. Tornando-se um agravante para o caos nas urbes, visto que, o transporte particular contribui para obstrução das ruas.

Nesse sentido, é evidente que o tráfego citadino tem grande relevância, e a debilidade em seu serviço gera danos à saúde, economia e ao meio ambiente. Conforme uma pesquisa feita pelo ibope em 2018, 44% dos paulistanos têm ou já tiveram problemas de saúde relacionados à poluição. Além disso, os congestionamentos prejudicam a economia e afeta a saúde do país, pois além do estresse e acidentes causados, as pessoas perdem no trânsito, horas que poderiam ser utilizadas em atividades que gerariam desenvolvimento econômico.

Em suma, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional criar mais ciclovias, acompanhado de postos para aluguel de bicicletas, visando diminuir o número veículos poluentes e suas mazelas. Bem como, compete ao Ministério do Meio Ambiente, a promoção de campanhas nas escolas e nas mídias, com o fito de conscientização da população sobre os prejuízos socioambientais fomentado pelo uso de veículos particulares, pois assim, a mobilidade urbana deixará de ser um obstáculo no cotidiano do país.