A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/07/2020
Lentidão, baixa produtividade, estresse, poluição, diversas são as consequências da falta de mobilidade urbana no Brasil. Com o processo de urbanização e o acelerado crescimento dos grandes centros urbanos, torna-se cada vez mais nítida essa situação, trazendo consigo, impactos econômicos, sociais e ambientais.
Um dos fatores responsáveis por essa crise é o próprio modelo econômico das cidades, que dão ênfase em vias mais prioritárias aos carros em detrimento de vias que facilitem outros meios de locomoção, como as ciclovias. Outra agravante para essa situação é a má qualidade do transporte público. A falta de investimento, segurança e estrutura em ônibus e linhas de metrôs, desperta nos passageiros o desejo de ter seu próprio veículo. Consequentemente, há um aumento no número de veículos circulando, piorando assim a crise da locomobilidade.
Tudo isso resulta em uma série de problemas que afetam o meio ambiente, a economia e a saúde das pessoas que convivem com a crise de mobilidade. Na esfera ambiental, a poluição do ar e sonora acarretam em problemas respiratórios, estresse e ansiedade. Na economia, há uma perda de produtividade devido a demora no trânsito.
Diante disso é necessário uma política mais acolhedora a outros modais de veículos. As prefeituras de cidades devem criar mais vias que facilitem outros meio de locomoção, como ciclofaixas e ciclovias, além de investir também em iluminação pública a fim de trazer mais segurança para os pedestres e ciclistas. É necessário também a ampliação de mais linhas de ônibus e de metrôs, investindo em estrutura e conforto para que as pessoas tenham preferências por esses meios. Por fim, é essencial um sistema que facilite a integração entre esses meios, por exemplo o bilhete único associado ao uso de bicicletas compartilhadas.