A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 05/08/2020
Na história ,o século 18 tem como importante marco a primeira revolução industrial que contou com,além das modernas máquinas,o êxodo rural que fez com que cidades ficassem lotadas.Com isso,foi colocado em xeque a capacidade da cidade.Analogamente,quando se trata da crescente crise na mobilidade urbana,fatores como a baixa atuação do Estado na flexibilização dos modais de transporte e na melhoria da estrutura intensificam a problemática.
É relevante apontar,de início,que o problema advém,em muito,da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne na flexibilização dos modais de transporte.No período de governo do Juscelino Kubitschek,ocorreu o investimento em rodovias.Atualmente,tais condutas governamentais de JK ecoaram no fortalecimento da “carrocracia”,no qual cidades brasileiras são construídas favorecendo o carro e não outros modos de transporte.Assim,é evidente que o governo ainda se apoia na “carrocracia”,uma vez que basta um olhar atento sobre o meio urbano para perceber o insuficiente investimento em alternativas de meio de transportes,como o caso das poucas ciclovias existentes,contribuindo não só para o engessamento da mobilidade da população mas também com prejuízos ambientais.
Outrossim,a falta de investimento na estrutura já existente corrobora com a perpetuação do problema.Sob a ótica do sociólogo Émile Durkheim,a sociedade é como um corpo e a saúde dependerá da coesão social,problemas internos colocam em risco o bom funcionamento.Nessa perspectiva,é perceptível que problemas internos,como a falta de manutenção dos transportes públicos resultando em transportes velhos ou quebrados e a baixa quantidade dos mesmo que comporte a população,colocam em xeque o bom funcionamento do deslocamento urbano.Por conta disso,a maioria dos indivíduos tendem a preferir um transporte individual e particular,resultando em problemas como congestionamentos e levando ao ápice suportado pela estrutura urbana.
Portanto,em vista das problemáticas discutidas medidas são necessárias para reverter esse quadro.O governo,em parceria com o Ministério da Infraestrutura,pode destinar uma parte da verba para ampliar as ciclovias nas cidades,objetivando a flexibilização e a dinamização dos meios de transportes para que dessa maneira as pessoas tenham a possibilidade de optar,de maneira segura e adequada,por outro modo de locomoção.O governo pode ainda,investir na compra de frotas de ônibus,além de contratar funcionários que possam fazer periodicamente a manutenção de metrôs e de ônibus periodicamente,assim,possibilitando um número adequado que comporte a população,além de manter um espaço agradável e cuidado no interior desses modais de transporte público.