A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/08/2020

A artista Frida Kahlo, demonstrou a necessidade, ao pintar o próprio rosto durante toda sua vida, de se analisar constantemente determinada matéria, sendo indispensável revê-la por várias perspectivas.No entanto, o cuidado da pintora não representa a postura social diante da mobilidade urbana brasileira,o que corrobora com o agravamento da questão. Nesse sentido, tal conjuntura advém, principalmente, da mentalidade patriarcal de que o rodoviarismo é eficiente. Dessa forma, em razão da má influência midiática, emerge o consumismo, um problema complexo a ser combatido.

Primeiramente, é preciso salientar que a manipulação midiática é uma causa latente do problema. De acordo com o filósofo Locke, o homem é uma tábua em branco que se preenche com experiências e influências. Desse modo, percebe-se que a mídia supervaloriza o automóvel próprio silenciando seus malefícios como, por exemplo,a poluição sonora e ambiental, com intuito de que estruturas de poder sejam mantidas, dessa maneira,essa postura midiática dificulta a resolução do problema.

Consequentemente, a população é induzida a comprar automóveis de forma exacerbada pelas mídias.Nesse viés, a grande quantidade de  automóveis em circulação nas cidades causa graves problemas de locomoção ,tal como, letais engavetamentos. Nessa perspectiva, Zgmunt Bauman, sociólogo polonês, ao pronunciar a frase “consumo, logo existo”, demonstra que, na sociedade moderna, a condição indispensável à vida é o consumo, essa postura de gastos não essenciais para a vida é claramente influenciada pelos meios de comunicação.

Logo, é mister que Estado tome providências para alterar esse cenário caótico. Portanto, com o fito de melhorar a mobilidade urbana, urge que o Governo Federal, mediante verba pública, crie campanhas e palestras que informem a importância de se usar transporte coletivo. Essas campanhas e as datas das palestras devem ser impulsionadas pelas mídias. A partir dessas ações se construirá um imaginário não cômodo frente aos problemas sociais.