A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/08/2020

Desde que Juscelino Kubitschek assumiu a presidência em 1956, com seu plano de “cinquenta anos em cinco”, que a presença dos carros tem se tornado um problema social no Brasil.De modo que o direito fundamental de ir e vir estabelecido na constituição de 1988, no artigo quinto, não está sendo reconhecido.Nesse sentido, essa garantia não é respeitada seja pela superlotação das vias municipais e pelo precário serviço público de transportes.

Inquestionavelmente, nos grandes centros urbanos brasileiros, existe muita pouca infraestrutura para suportar o trânsito diário de centenas de milhares de carros.Observa-se este fato assistindo a jornais transmitidos no final da tarde, que mostra bem esse problema enfrentado por milhões de brasileiros todos os dias, principalmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Ademais, o transporte público é deficiente.Pois não consegue resistir a demanda imposta, e acaba se tornando um pesadelo dos seus usuários.Constata-se esse fato no qual pessoas que possuem carros não utilizarem esse meio de transporte, por não ser de boa qualidade.Porém, segundo o IBOPE, 83% dos entrevistados deixariam de usar a locomoção individual e passariam a usar os transportes coletivos, caso de fossem serviços de excelência, o que poderia desafogar parte das vias públicas.

Desse modo, são necessárias medidas urgentes para reverter esse quadro no país.Portanto, o Ministério da Infraestrutura que é o órgão responsável pelas políticas nacionais de trânsito e de transportes, em parceria com estados e municípios, devem destinar um maior investimento na mobilidade urbana.Esse capital, deve ser usado para a duplicação de vias, melhoramento do transporte público e criação de ciclofaixas.Com o propósito de aliviar ruas e avenidas e assim, melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.