A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/08/2020

Entre as décadas de 1950 e 1970, período do governo Juscelino Kubitschek foi o momento de pós crise cafeeira que possuía como modal o ferroviário, mas que se arruinou devido a fase e se instaurou o rodoviário. Através disso, a autoridade da época investiu nesse meio de transporte com o intuito de atender a demanda especialmente a indústria automobilística e a crescente urbanização incentivando assim, o aumento dos veículos individuais. Desde então, o setor rodoviário vem crescendo exacerbadamente proliferando desvantagens para sociedade, as quais podemos ressaltar: o aumento do tráfego das cidades locais e a crescente urbanização.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a acessibilidade do consumo automobilístico individual viabilizou o aumento do trânsito local. Isso ocorre devido a precariedade dos transportes públicos, seja superlotação ou desconforto que acaba gerando o desejo de consumismo por parte da população em obter sua própria locomoção e bem-estar. Nesse sentido, em paralelo com o sociólogo Zygmunt Bauman, o qual define que o homem contemporâneo associa o ato de adquirir bens como essencial para sua existência. De acordo com o termo supracitado, se relaciona com a ideologia da necessidade de possuir um automóvel que não é totalmente eficaz e ocasiona problemas como uma crise na mobilidade urbana. Por consequência, é notório que essa estratégia é ineficiente no meio em que estamos vivendo.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que com a crescente urbanização e consumo a qualidade de vida se torna ineficaz. Isso acontece, pois com a livre circulação dos veículos é liberado grande emissão de gases poluentes proliferando o aquecimento global, este é propulsor de doenças respiratórias e até mesmo transmitidas por vetores. Nesse viés, temos a nossa megalópole brasileira São Paulo, como maior exemplo de todos esses fatores, a qual sofre com essa grande conurbação. Consequentemente, há uma restrição nas condições de saúde pública da população.

Depreende-se, portanto, que o aumento do tráfego das cidades locais e a crescente urbanização provocam tal problemática. Sendo assim, cabe ao governo, juntamente com o Ministério de Transportes e o Ministério de Infraestrutura, ofertar a estes indivíduos recursos necessários para combater a crise na mobilidade urbana brasileira, por meio de políticas públicas, criação de novos programas como o Ciclabus, aumento da frota de ônibus, redução na tarifa de transporte público e aumento dos estacionamentos e pedágios  para veículos individuais. Além disso, deve-se investir em ciclovias que contribuem com o desenvolvimento sustentável e a saúde populacional, também investimentos no modal ferroviário que reduz a emissão de poluentes se comparado ao rodoviário. Só assim, será garantido com êxito uma boa qualidade de vida para a população.