A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/09/2020

Desde a sua criação em 1886, o carro se tornou um elemento indispensável para muitos. Porém, atualmente, esse mesmo automóvel contribui para a crescente crise na mobilidade urbana, causada tanto pela baixa qualidade na infraestrutura de outros modais, quanto pelos grandes congestionamentos. Assim, medidas devem ser tomadas a fim de amenizar a problemática.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de investimentos em outros modais – como bicicletas e ônibus públicos. Esse fator é um dos agravantes do problema, pois com a ausência de qualidade, muitos optam pelo uso indiscriminado do carro - que supostamente seria o modal mais rápido e acessível. Em comprovação, de acordo com dados do Observatório de Metrópoles, o número de carros aumentou em 136% de 2002 a 2012. Portanto, a falta de qualidade em outros modais faz com que a crise na mobilidade urbana se amplie.

Em segunda análise, os congestionamentos colaboram para a ocorrência do quadro. Além do grande número de carros, também houve um aumento na concentração de pessoas nas cidades. Com isso, tornaram-se constantes problemas com lentidão e engarrafamentos. Segundo o mesmo órgão, um paulistano fica em média 45 dias do ano no trânsito, confirmando, então, a relação entre congestionamentos e a crise na mobilidade.

Destarte, são necessárias medidas capazes de mitigar esse impasse. Urge que o Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas e parcerias com os Governos Estaduais, invista na melhoria das qualidades e eficiências de outros meios de transporte – como novas ciclovias e transportes públicos. Essa proposta tem como finalidade incentivar o uso de outros modais, para que o deslocamento de pessoas pela cidade seja otimizado.