A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/09/2020

No governo de Juscelino Kubitschek, o investimento exagerado na malha rodoviária influenciou a proliferação de automóveis pelo país. Análogo a isso, a crise atual na mobilidade urbana traz prejuízos para o direito de ir e vir do cidadão e isso se deve, sobretudo, à má gestão dos transportes públicos e ao pouco investimento em outros meios de transporte. Diante disso, deve-se usar de meios estatais e midiáticos para combater a crise na mobilidade urbana brasileira.

Em primeira análise, a má gestão dos meios de transportes urbanos é um dos problemas que acarretam a crise na mobilidade. Com isso, segundo o G1, em 2019, vários ônibus foram incendiados em Fortaleza-Ce devido a facções criminosas. Em face disso, a falta de segurança em consonância com o preço abusivo faz com que as pessoas prefiram os automóveis. Com isso, a mobilidade urbana é prejudicada com os congestionamentos de trânsito nas grandes cidades, uma vez que há um carro para cada quatro habitantes no Brasil, segundo o IBGE.

Em segunda análise, a falta de investimento em outros meios de transporte evidenciam a crise na mobilidade. Com base nisso, as bicicletas são uma alternativa benéfica para melhorar a mobilidade urbana,  uma vez que ocupam pouco espaço e são mais viáveis no ponto de vista econômico, no entanto, o medo e a falta de políticas públicas são os entraves para aumentar a escolha por bicicletas ao invés de outras formas de transporte.

É evidente, portanto, a crescente crise na mobilidade urbana no Brasil. Sendo assim, faz-se necessário que os Estados e Municípios em parceria das empresas privada aumentem a frota de transportes coletivos e coloquem um guarda em cada ônibus para fiscalizar e adotar as medidas de segurança necessárias, para tornar esse meio de transporte mais seguro e confortável para os usuários. Cabe , também, que as Prefeituras  em conjunto das mídias digitais, invistam mais em bicicletários e ciclovias e promovam o seu uso por meio das redes sociais, a fim de diminuir a frota de automóveis nas cidades.