A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/08/2020

No governo do presidente Juscelino Kubitscheck, conhecido por seu plano econômico “50 anos em 5”, foi realizado no Brasil altos investimentos em rodoviais e indústrias automobilísticas. Consequentemente, o projeto de desenvolvimentismo de JK resultou em um processo desordenado de urbanização no país, sendo responsável pela crescente crise na mobilidade urbana no Brasil. Em vista disso, com a negligência do Estado em investir nos transportes públicos, corroborou para o acréscimo desse cenário, além de acarretar problemas ambientais.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a escassez de investimentos nos transportes públicos, acarreta no aumento do número de carros nas vias, em virtude da má qualidade na estrutura desses meios de locomoção. Nesse sentido, indivíduos que realizam o movimento pendular, que refere-se ao deslocamento diário de pessoas entre municípios distintos, para fins de trabalho, estudo ou moradia, optam por efetuar esse movimento por meio da utilização de carros particulares, em razão da ausência de transportes públicos de qualidade.

Ademais, outro aspecto a ser abordado, é o fato dos altos índices de poluição ambiental em decorrência da enorme frota de veículos em circulação. Nessa perspectiva, segundo um estudo realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), revela que os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global. Logo, com o aumento na emissão de dióxido de carbono, ocorre graves problemas para o meio ambiente.

Portanto, é necessário a criação de alternativas para atenuar o acréscimo do números de veículos nas rodovias em razão da péssima estrutura do transporte público, além dos problemas ocasionados ao meio ambiente. Cabe ao Governo Federal, junto ao Estado, fornecer maiores investimentos nos meios de locomoção públicos, com o objetivo de reduzir o números de carros de indivíduos que realizam o movimento pendular, e assim ocasionar em um acréscimo na utilização de transportes públicos. Além disso, Prefeituras devem investir em ciclovias com o intuito de reduzir a quantidade de automóveis nas vias, e dessa forma obter um decréscimo do efeito estufa em virtude do dióxido de carbono. Dessa forma, será possível atenuar a crise na mobilidade urbana no Brasil.