A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/08/2020
Ao longo da evolução das empresas automobilísticas, a obtenção de um automóvel virou necessidade para maior parte da população brasileira. Além do conforto, existe a facilidade de se locomover nos horários desejados. Porém, com o crescimento desenfreado da demanda de automóveis, problemas como poluição da atmosfera, doenças psicológicas e a crescente crise na mobilidade urbana, viraram adversidades diárias gerando aglomeração em grandes centros.
Atualmente, a maior parte da população brasileira utiliza um meio de transporte podendo ser individual ou público para chegar ao trabalho, à escola ou a um shopping. E, devido ao fluxo congestionado de automóveis, muitos se atrasam ou nem conseguem chegar no local desejado, ocasionando no stress e na ansiedade. Os hipercentros das cidades são um bom exemplo de polos que devido a grande circulação de pessoas e mercadorias, acarreta na concentração de veículos nas ruas gerando mais trânsito parado. Além disso, devido a emissão de gases poluentes dos veículos, a atmosfera acaba retendo o calor tendo dificuldade de dissipa-lo, fazendo com que a temperatura das cidades sejam mais elevadas do que regiões periféricas, criando assim, as ilhas de calor além de contribuir para o aquecimento global.
Em cidades grandes como São Paulo, Rio de Janeiro ou Recife, o trânsito parado é uma rotina para seus habitantes, não só para aqueles que utilizam o transporte público, como também para os que tem seu próprio veículo. A crise na mobilidade urbana é uma característica que muitas cidades tentam lutar contra, incentivando a utilização de bicicletas, patins, transportes públicos entre outros. Contudo, não há ciclovias pela cidade, muitas guias que são destinadas para ônibus não são respeitadas e o intervalo dos trens causam a superlotação dos mesmos. De acordo com uma pesquisa feita pelo instituto “IPEA” apenas sete por cento (7%) da população brasileira utiliza a bicicleta como meio de transporte principal e quarenta e quatro por cento (44%) utilizam o transporte público como meio de transporte principal. Ou seja, quase metade da população prefere utilizar seu próprio veículo á condução.
Ao todo, medidas devem ser tomadas. Á prior, o governo federal junto com grandes empresas devem construir ciclovias, ao passo que sejam bem sinalizadas e protegidas, e devem plantar mais árvores em ambientes urbanos, diminuindo o barulho do trânsito e amenizando as ilhas de calor. Segundo, devem melhorar a qualidade do transporte público através da diminuição das tarifas, menor intervalo de tempo entre os ônibus e trens, acabando com as superlotações e a implantação de ar condicionado nos veículos.