A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/08/2020

De acordo com a constituição federal, promulgada em 2015, garante a todos os indivíduos o direito à mobilidade urbana, lei essa que deseja promover as melhores condições aos cidadãos brasileiros na questão locomoção. Todavia, nota-se que no âmbito do século XXI, houve uma crise efetiva por falta de eficiência e eficácia dos orgãos governamentais e da própria sociedade em relação ao trânsito, acidentes, segurança, intolerância e outros aspectos.

Nessa perspectiva, pode-se citar as grandes metrópoles como principais focos da enorme crise atual, Recife e São Paulo. Em síntese, as duas capitais apresentam enormes números de congestionamentos provocados pela má estruturação, que não fornece corretamente o limite ideal a todos. Dados apontados pelo Globo News mostram que o tempo médio de deslocamento de casa ao trabalho em São Paulo é de 47 minutos e Recife 39 minutos. Com isso, revela-se a necessidade de adequar as vias, os veículos e as pessoas, com o intuito de uma melhora na qualidade de vida das mesmas.

Além do que foi supracitado, os meios de transportes públicos também é algo a discutir, visto que para muitas pessoas é o único meio de se locomover. Segundo dados divulgados pelo IBOPE, a lotação nos ônibus da cidade de São Paulo aumentou em 59% em 2019. Destarte, é um problema de falta de infraestrutura e planejamento, pois não há ônibus suficiente para todos. Convém afirmar também, o problema de acessibilidade, visto que nem todos tem condições para as tarifas impostas.

Em conclusão, portanto, cabe ao governo empenhar-se em um melhor planejamento, junto com empresas de ônibus, desenvolver e ampliar mais de tais veículos visando acabar com a superlotação dos mesmos. Além de ajustar as tarifas pagas para que todos tenham acesso a seu direito, criando cartões para determinadas pessoas que realmente necessitem do uso gratuito.  Ademais, estabelecer ciclo-faixas com o intuito de estimular a população a optar por esse meio sustentável, que ajudaria bastante tanto para o meio ambiente, quanto a saúde mental dos indivíduos, que tanto são prejudicadas pelo estresse no trafégo.