A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/08/2020
Historicamente, a crise na mobilidade urbana brasileira teve início no século XXI. No entanto, a falta de infraestrutura fez com que muitos tivessem preferência no carro próprio, desse modo, aumentando a frota de veículos no Brasil. Outrossim, vale analisar que esse impasse trouxe consigo diversas questões importantes, como a poluição e inúmeras mortes diárias.
Em primeira instância, observa-se a indiferença governamental que direciona poucos recursos e esforços para a melhoria dos meios de locomoção. Esses fatores influenciam na compra do veículo próprio, segundo pesquisa feita pelo Instituto Clima e Sociedade, de 3 mil entrevistados, 51% pretendem comprar um carro nos próximos três anos devido à ineficiência dos transportes públicos. Ademais, o capitalismo incita a compra de veículos com constantes promoções e maiores flexibilidades de pagamento.
Além disso, sabe-se que a intensa frota de veículos nas cidades têm aumentado a poluição do ar, e somado à doenças respiratórias, segundo Ministério da Saúde. Cabe examinar, ainda, o número de mortes causadas pelo trânsito exacerbado, em relação a isso, temos que foram registrados 37.306 óbitos, em 2015, segundo pesquisa feita pelo jornal G1.
Diante dos fatos apresentados, infere-se, então, que medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Destarte, é mister ao Ministério da Infraestrutura, em parceria com empresas de ônibus, para o aumento da frota e melhoria nos transportes públicos, garantindo-se, assim, maior conforto para a população. Cabe, ainda, realizar campanhas midiáticas que incentivem o uso dos transportes coletivos. Faz-se necessário, ao Governo, a criação de um projeto que diminua o imposto dos cidadãos que utilizarem os meios de locomoção alternativos, como as bicicletas, dessa forma, combatendo a poluição e diminuindo o número de mortes decorrentes do trânsito. Só então seremos uma sociedade com menos problemas de mobilidade urbana.