A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/08/2020
Com o advento da Revolução Industrial, as pessoas passaram a sair do campo e ir para a cidade em busca de melhores condições de vida . Esse êxodo rural fez com que as metrópoles ficassem lotadas, dificultando o deslocamento dos cidadãos por conta de congestionamentos e acidentes nas ruas. Esse cenário decorre da falta de planejamento das cidades e o monopólio de grupos administrativos do transporte público.
Em primeiro lugar, o processo de urbanização das cidades brasileiras foi desordenado.Tendo em vista que países em desenvolvimento o crescimento das metrópoles ocorre rápido, mal planejado e obtendo uma concentração de pessoas nos centros urbanos. Consequentemente, a utilização de automóveis nessas áreas sofre com o engarrafamento das avenidas, devido a quantidade de veículos circulando no mesmo ambiente. O que não condiz com o artigo V da Constituição do Brasil, que afirma ser livre e assegurado a locomoção pelo território.
Vale ressaltar, que o monopólio de empresas de transportes impede a mobilidade urbana. Visto que grande parte dessas empresas estão interessadas somente no lucro e cobram preços exorbitantes aos passageiros. Esse comportamento ocorreu em julho de 2013, quando foi feito um aumento de 20 centavos na passagem dos ônibus de São Paulo. Provocando manifestações por todo país, já que uma parte da população não tem condição de pagar mais pela locomoção, e esse é o modal principal de vários brasileiros.
Portanto, para que a mobilidade pare se obstruída é necessário que o Ministério do Desenvolvimento Regional faça projetos de reorganização urbana, por meio de criação de novas ruas e investindo em infraestrutura para outros meios de transporte de fácil acesso como ciclovias. Ademais a criação de leis com o “teto” para a cobrança nas passagens. A fim de que o livre direito de locomoção no território brasileiro seja assegurado de maneira efetiva.