A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/08/2020
O filósofo Schopenhauer apresenta uma teoria denominada “o dilema do porco-espinho”, em que porcos-espinhos com frio precisam encontrar uma posição favorável para que sua proximidade não cause feridas e, ao mesmo tempo, seja suficiente para aumentar a temperatura de seus corpos. Tal história pode comparar-se ao desafio de melhorar a mobilidade urbana no Brasil, mas de uma forma sustentável, sem agressões ao meio-ambiente, para facilitar o deslocamento da população. Desse modo, é fundamental medidas públicas para solucionar o trânsito intenso e recorrente, além de investimentos na infraestrutura dos transportes coletivos, pois perdura a dificuldade de circulação da massa populacional nas cidades.
Em primeiro plano, o movimento pendular, em que indivíduos locomovem-se de suas casas para o local de trabalho e vice-versa, é realizado por grande parte da população. Tal movimento provoca congestionamento, também chamado de “hora do rush”, ou seja, uma determinada hora em que o fim dos turnos coincidem e os trabalhadores retornam às suas moradias. Assim, acarreta em uma situação muito desfavorável que impacta diretamente no psicólogo dos indivíduos, aumentando o estresse e mal-humor. No entanto, o trânsito poderia ser amenizado pela troca do transporte privado para o público.
Em segundo plano, a falta de investimentos na infraestrutura dos meios de locomoção coletivos diminui a utilização destes, porque torna os veículos individuais uma escolha mais cômoda. Porém, também prejudica a circulação da população, provoca o inchaço do trânsito e aumenta a poluição por causa da emissão de dióxido de carbono. Segundo uma pesquisa realizado pelo IBOPE em 2014, 83% dos entrevistados relataram que optariam pelos transportes públicos ao invés de seus próprios automóveis caso eles atingissem suas expectativas. Visto que a ampliação, renovação e melhora dos serviços de veículos públicos amenizaria o impasse da mobilidade urbana, essa área demanda de mais investimentos do governo.
Em suma, a fim de promover a fluidez da mobilidade urbana no Brasil, de forma a amenizar os impactos ambientais, e garantir o bem-estar dos indivíduos, é vital que o governo posicione-se frente ao problema. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas governamentais, ampliar as faixas exclusivas dos ônibus, melhorar a qualidade dos transportes públicos e dos serviços dessas empresas, pois a infraestrutura ainda é decadente. Por conseguinte, urge que os ambientalistas promovam campanhas publicitárias, por meio da mídia, de incentivo ao uso de veículos de locomoção alternativos. Logo, espera-se a partir dessas medidas que o problema seja solucionado.