A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/09/2020
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, o “Plano de Metas”, proposto por ele, buscou o investimento em diferentes setores, incluindo o de transportes, o que possibilitou um grande avanço nas indústrias automobilísticas. Entretanto, não se vê tal progresso, considerando as péssimas estruturas do transporte público, fato que resulta no incentivo ao uso de veículos individuais, acarretando outros problemas. Logo, é notório os desafios da mobilidade no espaço urbano.
Em primeira análise, é válido citar a onda de protestos que marcaram o Brasil em Junho de 2013, que representava o descontentamento de parte da sociedade para com o transporte público, em razão do alto custo das passagens e da falta de investimentos no setor. Tais problemas perpetuam até os dias hodiernos, representando a omissão de mudanças e despreocupação com a qualidade de vida das pessoas no meio urbano. Assim, há de ser analisados esses fatores, a fim de que possa liquidá-los de maneira eficaz.
Ademais, uma consequência das péssimas estruturas do transporte público foi o incentivo ao uso de veículos individuais, ocasionando diversos problemas para o ser humano e o meio em que vive. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), 90% da poluição na cidade é causado pelo uso excessivo de carros. Além disso, o congestionamento causa problemas indiretos de saúde, como estresse e ansiedade, afetando, assim, a qualidade de vida dos brasileiros.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a melhoria desse cenário. A partir disso, o governo deve investir no maior acesso ao transporte público, por meio da redução do preço das passagens e do aumento do fluxo de ônibus nas rodovias, para que, assim, os habitantes optem sempre pelos veículos coletivos, diminuindo os impactos gerados pelo excesso da circulação de automóveis particulares. Consequentemente, os desafios da mobilidade urbana no Brasil serão, enfim, solucionados.