A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/09/2020

Na Segunda Revolução Industrial foi desenvolvidos os principais modais  utilizados no tempo contemporâneo.Nesse contexto, o motor a combustão, principal descoberta da Segunda Revolução Industrial, fez não só com que o tempo de deslocamento caísse drasticamente, mas que o rápido deslocamento se tornasse uma necessidade humana.Nessa esteira, deve-se ressaltar que no Brasil essa grande necessidade de uma rápido deslocamento não é uma realidade, uma vez que há uma crescente crise na mobilidade urbana, que é motivada pela pela ineficiência do sistema de transporte público brasileiro, e também pela carrocracia.

Convém ressaltar, de início, a péssima estrutura de transporte público das cidades brasileiras como um fator determinante para permanência da situação.Nesse sentido, segundo Rousseau, importante filósofo iluminista, na sua obra ’’ Contrato Social’’ cabe ao Estado viabilizar ações para garantir o bem-estar social. Entretanto no Brasil a ineficiência dos transportes público rompe com tudo que o filósofo prega no seu livro, já que um mau transporte público gera a necessidade da compra de modais individuais.Logo, é gerado uma frota de automóveis maior que a infraestrutura da cidade pode comportar e, consequentemente, transito, atrasos e stress violando passam a se tornar algo cotidiano na vida dos brasileiros violando, destarte, o que é garantido constitucionalmente.

Outrossim, vale destacar que a situação é corroborada pela carrocracia. Ou seja, pelo fato de que as cidades brasileiras foram construídas de modo a favorecer o carros em relação a outros modais. Assim evidenciada pelo lema do governo de Washington Luís, ex presidente do Brasil, ’’ Governar é construir estrada’’. Dessarte, é necessário que medidas sejam tomadas para que uma sociedade que possa se locomover rapidamente e tranquilamente deixe de ser uma utopia.

Diante disso, medidas devem ser tomadas com urgência para amenizar o problema. Portanto, o Governo Federal em conjunto com o Estadual e Municipal, por meio de verbas governamentais deve ampliar a rede de transporte público, por exemplo de ônibus e metrô.Nessa visão, o fito de tal ação é aumentar o uso do transporte público e, consequentemente, diminuir a frota de carros circulando nas grandes metrópoles brasileiras. Somente dessa maneira o problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel o Pensador ’’ Na mudança do presente a gente molda o futuro’'.