A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/10/2020

No refrão da musica contramão de Chico Buarque, agonizou no meio do passeio público ,morreu na contramão, atrapalhando o tráfego, reflete o problema da mobilidade urbana contemporâneo onde e encontrado em muitas cidades do Brasil: o trânsito, ocasionado pelo grande número de veículos, transformado as cidades em caos  .Isso acontece devido a péssima estrutura do transporte publico  aliada a jornada inflexível dos trabalhadores.

Primordialmente, é válido pontuar que segundo a pesquisa do IBOPE, Instituto Brasileiro de Opinião Publica e Estatística, 83% dos entrevistados deixariam de utilizar o automóvel com certeza ou provavelmente caso houvesse uma alternativa de transporte publico que estivesse de acordo com suas expectativas . Entretanto em virtude do sistema de carrocracia, que favorece os carros, as cidades são constituídas  para estimular a mobilidade individual e , portanto, dificulta o uso de outros tipos de modais. Além disso, a péssima estrutura do transporte publico, também ,incentiva o uso da locomoção particular. Em função desses fatores, há uma massa de transporte nos centros urbanos.

Outro ponto negativo dessa realidade é a dificuldade de locomoção que os portadores de necessidades especiais enfrentam, visto que a acessibilidade está diretamente ligada à mobilidade urbana: não há acesso se não há planejamento e aplicação de medidas inclusivas. Dessa forma, fica claro que essa insuficiência afeta a população em vários níveis, chegando até mesmo a provocar, por exemplo, males advindos do estresse, segregação e acidentes. Isso acontece porque não há conforto nem comodidade nos veículos que na maioria das vezes estão superlotados e as viagens duram períodos cada vez mais longos.

Portanto e fulcral, que o Governo Federal, Estadual , Municipal e empresas seja feita, por meio de um contrato benéfico para ambas as partes, ampliar as linha de ônibus e metros com intuito de diminuir as locomoções particulares. Ademais o Estado deve aplicar  as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade, garantindo assim uma reestruturação e adaptação dos meios e demais vias de locomoção. Destarte, a crise na mobilidade urbana brasileira diminuirá.