A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/09/2020

Durante o governo JK a política rodoviarista ganhou grande investimento, pois o processo de industrialização demandava uma maior integração territorial. Na atualidade, são possíveis de se perceber impasses causados pelo modelo rodoviário no Brasil, uma vez que a falta de incentivo a modelos sustentáveis interferem na saúde pública e em questões como a integração social.

A escassez de estímulo ao uso de outros meios de deslocamento e do próprio sucateamento dos transportes coletivos traz impactos à saúde da população. Segundo o filósofo Schopenhauer, a saúde está acima de qualquer outra vantagem. Apesar da agilidade e praticidade garantida pelo rodoviarismo, a emissão de gases tóxicos pode gerar diversos agraves à saúde geral e ao próprio meio ambiente.

Além disso, a mobilidade urbana pode fornecer uma integração social ao incentivar o uso de transportes públicos. De acordo com a filósofa política Hannah Arendt, o espaço público é um local de divergência. São nesses locais que há um contato com diferentes realidades e uma origem de consciência com as necessidades do outro, sendo um importante fator para a formação de indivíduos mais empáticos e sensatos.

Portanto, constata-se a necessidade de solução para o imbróglio da crise de mobilidade no país. Para isso, a prefeitura deve estudar e conhecer a realidade local a fim de, com auxílio de urbanistas especializados, redesenhar o plano diretor da cidade para que este possa atender as necessidades da população de forma mais efetiva, a partir da criação de ciclovias e do próprio incentivo ao uso dos transportes coletivos.