A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/09/2020
A cena de abertura do filme “La La Land”, de 2016, mostra a vivência dos moradores da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, com o tráfego inerte, por um olhar mais musical e ficcional. Tão como o vivido pelos personagens, a população brasileira, cada vez mais, tem de lidar com as horas perdidas dentro de seus carros, devido à grande frota presente no país. Dessa forma, é possível afirmar que a crise na mobilidade urbana no Brasil se dá em função da má qualidade dos transportes públicos e do crescimento desordenado das cidades.
Em primeira análise, os meios de deslocamento comunitário medíocres possuem grande influência no alto número de veículos particulares no país. Devido à abordagem governamental descuidada em relação ao transporte público, os carros adquiriram um aspecto luxuoso na visão da população, o que é refletido no aumento da frota de 2,3%, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Tal realidade ocorre em função da perspectiva hostil acerca dos meios de locomoção públicos.
Em segunda análise, a falta de planejamento urbano contribui para a criação de grandes distâncias entre destinos localizados em uma mesma cidade. Tal afirmação se confirma a partir do dado veiculado no jornal Gazeta do Povo, que revela que o brasileiro gasta, em média, 2 horas diárias no trânsito e que 41% da população tem dificuldade em se locomover pela cidade. Dessa maneira, problemática se dá em função do crescimento desordenado das cidades.
Em suma, a crise da mobilidade urbana está diretamente relacionada à falta de planejamento urbano e à má qualidade dos transportes públicos. Assim, torna-se necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, crie novas estratégias, a partir da criação de projetos de governo, para melhorar a qualidade dos meios de deslocamento comunitários de modo a incentivar o uso destes pela população.