A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/09/2020

O conceito de cidade inteligente é usado para mostrar a eficiência da movimentação da população em áreas urbanas,entre outros fatores. No entanto, devido a fatores históricos e sociais, o Brasil tem enfrentado diversos problemas no transporte urbano. Nesse caso, destacam-se as dificuldades enfrentadas pelas pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE) e a falta de transporte multimodal.

Em primeiro lugar,é importante destacar os problemas que os PNE encontram no seu deslocamento diário. Nesse sentido,segundo dados publicados no site do G1, mais de 50% das vias brasileiras não possuem estrutura adequada. Portanto,pessoas com mobilidade limitada não podem trafegar nessas ruas irregulares,ruas com buracos por toda parte e quase nenhum piso tátil. Desta forma, estes cidadãos ficam à mercê do acidente e têm o direito de ir e vir usurpado.

Além disso, a ausência de modais distintos corrobora com os problemas de mobilidade na cidade. Nesse contexto, como a gestão de Juscelino Kubitschek incentivou fortemente a indústria automobilística e rodoviária, o Brasil historicamente tem privilegiado esse meio de transporte. Dessa forma,há poucos investimentos e incentivos para modelos alternativos:poucas ciclovias no país,e o transporte público carece de manutenção e frotas, desestimulando,assim, a população a usarem esses meios, tendo como consequência o aumento do número de engarrafamentos.

Portanto,ara que haja infraestrutura suficiente, é urgente que as instituições públicas encaminhem as obras públicas por meio de recursos do governo para garantir a segurança e as opções de transporte dos brasileiros. Além de aumentar e manter a frota de ônibus e metrô, isso deve ser feito com o nivelamento de calçadas e construção e ampliação de de ciclovias. Só assim os direitos básicos dos cidadãos podem ser garantidos e tornar as cidades brasileiras dignas de serem chamadas de cidades inteligentes.