A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/09/2020
No governo de Juscelino Kubitschek um dos setores que foi priorizado foi o de transportes. Assim, os veículos se desenvolveram cada vez mais, fazendo com que houvessem modelos mais acessíveis a toda população. No entanto, por ficarem mais acessíveis, houve um aumento exponencial no número de automóveis em circulação. Dessa forma, é perceptível que a crescente crise na mobilidade urbana brasileira está relacionada a precariedade do transporte público e a falta de investimento em ciclovias.
Em primeira análise, o precário transporte público brasileiro não atende a população e causa insatisfações, visto que, no ano de 2013, após o aumento da tarifa, houveram inúmeras manifestações em todo o Brasil. Nesse sentido, as principais queixas são da superlotação dos veículos e a sua péssima condição. Dessa maneira, muitos indivíduos, para fugir dos transportes em péssimas condições, optam por comprar carros, causando, assim, engarrafamentos.
Além disso, o poder público não se compromete em promover meios alternativos de locomoção, haja vista que, segundo o IBGE apenas 14 em cada 100 municípios possuem ciclovias. Em suma, há uma grande dificuldade para a população optar por diferentes meios de transporte, uma vez que, não possuem a segurança necessária. Assim, majoritariamente, a população escolhe por veículos automotivos, fazendo com que a crise na mobilidade urbana no Brasil aumente cada vez mais.
Portanto, os transportes públicos são de extrema importância para a diminuição da crise da locomobilidade. Nesse sentido, o Ministério da Infraestrutura deve, por meio da destinação de verbas, investir nos transportes públicos, aumentando a sua quantidade e qualidade. Assim, com a melhora de sua condição, um número maior de indivíduos poderá optar pelo uso dos veículos comunitários, fazendo com que haja diminuição dos carros e motos em circulação. Dessa forma, diminuindo a crise na mobilidade urbana.