A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/09/2020
Carros, motocicletas, ônibus, esses são os meios de transporte mais comuns nas áreas urbanas do Brasil. Olhando para trás, em 1930, o Brasil era principalmente uma população rural concentrada. Porém, com o desenvolvimento da indústria, nas décadas seguintes, o fenômeno da migração populacional é denominado êxodo rural, e seu principal impacto é a aceleração do processo de urbanização. Portanto, com o rápido aumento da população, hoje existe também uma crise cada vez mais grave relacionada à mobilidade urbana, com causas e consequências claras.
Quanto às razões, existem principalmente problemas estruturais. Pesquisa realizada pelo IBGE em 2017 mostrou que 96% das cidades brasileiras não possuíam planos de transporte de grande porte. Portanto, ao analisar os dados médios do país, fica claro que apenas 1% das cidades possuem metrô; 35% dos ônibus municipais; 68% das vans estão em circulação. Portanto, dada a baixa taxa de quantificação do transporte público, é razoável apontar que a sociedade tem sentido o impacto negativo.
Com relação às consequências, há muitos veículos particulares na pista, então o tráfego de passageiros aumenta durante os horários de pico. Além disso, ruas congestionadas causam estresse e atrasos. Esses problemas afetam diretamente a saúde mental e física pessoal, pois conforme o tempo de trânsito aumenta, a inalação de gases tóxicos de combustível também aumentará, como dióxido de carbono (CO2) e monóxido de carbono (CO) E gás metano (CH4). Dessa forma, os problemas de tráfego urbano não são apenas vitais para um transporte eficaz, mas também importantes para a saúde humana.
Desta maneira, mudanças devem ser feitas. Em primeiro lugar, o governo deveria planejar e construir mais transportes públicos, com preços mais acessíveis, para tirar parte dos carros particulares das ruas e liberar o trânsito. Em segundo lugar, o próprio governo, dessa vez com auxílio do Ministério da Saúde, necessitam de promover campanhas de incentivo ao uso de meios de transporte alternativos, tais como bicicletas e até mesmo andar a pé, para que haja uma menor emissão de gases poluentes e também a redução do estresse, que atrapalha a saúde mental das pessoas.