A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/09/2020
A partir do fenômeno capitalista, os centros urbanos se tornam cada vez mais movimentados, a partir da especulação imobiliária nas áreas centrais, o trabalhador se muda cada vez mais para longe de seu local de trabalho, criando uma grande demanda para transportes públicos. Percebe-se o descaso por parte do governo com um serviço tão importante para a população. Em 2009 na novela Viver a Vida, da Rede Globo, retratou a vida da personagem Aline, que após um acidente, vivia com uma deficiência física, a obrigando a utilizar uma cadeira de rodas. Em uma cena, Aline percebeu a dificuldade de utilizar o transporte publico, quando um motorista de ônibus se recusou a ligar o elevador, e atrasar sua rota. Percebe-se que um sistema já precário, se tornou pouco inclusivo para os necessitados, mesmo sendo um direito constitucional. O planejamento urbano é grande responsável pela sobrecarga dos meios de transporte atuais, se investido em trens e metros, o tráfego de carros seria exponencialmente menor, tanto como a poluição. Contudo no governo Juscelino Kubitschek, foram investidas em diversas rodovias, e o efeito seria comparado com países europeus. Percebe-se também o efeito da corrupção nos investimentos, ao desviar dinheiro, a terceirização do transporte se tornou muito lucrativo, assim prejudicando apenas a população. Tendo em vista a falta de acessibilidade da população necessitada, a falta de planejamento urbano e a corrupção envolvida nos meios de transporte popular, percebe-se a falha do governo na população pobre. Para solucionar esse problema, deve ser investido em auditorias nas empresas de transporte publico para retomar o controle dos gastos, investir em métodos menos poluentes e mais acessíveis.