A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/09/2020
Após a revolução industrial e o surgimento de novos modelos de produção de automotiva, ocorreu um crescente consumo por automóveis. Porém, esse aumento, refletiu, atualmente, em uma crise na mobilidade urbana brasileira. Dado ao exposto, a incompetência do Estado no que tange à elaboração de medidas que melhorem a eficiência do transporte público, comprova a problemática.
Em primeira instância, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “modernidade líquida”, duas das principais características da contemporaneidade são o individualismo e o imediatismo. Nessa lógica,é notório que a intensificação de publicidades e propagandas, induz o aumento da aquisição de automóveis após estimularem a compra do mesmo. Em vista disso, no Brasil hodierno há um veículo para cada quatro habitantes, o que representa um desafio constante para as prefeituras que precisam aumentar o espaço de estradas e ruas para viabilizar o tráfego.
Ademais, é importante salientar as consequências do transporte privado. Dessarte, ao optar pela fuga das lotações, a população é obrigada a enfrentar a hipertrofia das malhas rodoviárias, principalmente nas regiões metropolitanas. Além disso, o grande número de carros, todos os dias, libera uma grande quantidade de monóxido de carbono, os quais contribuem para fenômenos poluentes como a inversão térmica e o efeito estufa, que segundo a ONU mata precocemente uma a cada quatro pessoas.
Portanto, para que haja um decrescimento na crise da mobilidade urbana, é preciso investir em métodos mais sustentáveis e eficientes, que cessem os congestionamentos dos centros urbanos. Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve instigar a realização de pesquisas acadêmicas, com o fito de desenvolver tecnologias necessárias para a produção de automóveis capazes de mitigar a emissão de gases poluentes. Ademais,urge que o Poder Público articule melhorias na infraestrutura dos centros urbanos, tais como o estimulo para a construção de ciclovias e ampliação de estradas e, paralelamente, a mídia deve incentivar o seu uso e a importância que isso tem para o meio ambiente e assim, continuar com o desenvolvimento que os antigos governantes começaram.