A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/09/2020

Meados do século XX, as ruas do centro da cidade antes eram feitas para carroças sendo estreitas e podiam acomodar pessoas e um pequeno número de carros. Na década de 1950, Juscelino Kubitschek começou a expandir rodovias em todo o país. Assim como no Brasil de JK, o investimento estatal pode melhorar os direitos de entrada e saída dos cidadãos brasileiros, mas o rápido aumento de carros nas cidades afeta diretamente todos os níveis da sociedade. Nessa perspectiva, é necessário entender a crise da mobilidade urbana brasileira, processo decorrente do passado histórico e que influencia negativamente o direito de ir e vir dos cidadãos.

A priori, a prevalência do transporte rodoviário no país prejudica a mobilidade urbana da sociedade pós-moderna. Para tanto, cita-se a incipiente presença do transporte público no Brasil, como ônibus, trens e metrôs, que não estão totalmente implantados no país e não atendem às necessidades da população, como comodidade e agilidade. Neste sentido, os cidadãos tendem a optar pela aquisição do seu próprio veículo, intensificando a crise de mobilidade, que se faz visível sob os constantes engarrafamentos. Dessa forma, cabe ao Estado garantir e propiciar novas formas de deslocamento no meio urbano.

A posteriori, há pouca divulgação e oportunidade de transporte alternativo no país. Essas formas de deslocamento, como patinetes e bicicletas, ilustram meios de deslocamento que se apresentam como uma alternativa ao ambiente viário, na medida em que garantem maior agilidade no trânsito. Porém, percebe-se que a existência de ciclovias, rotas e regulamentações que atendem a esse meio de transporte ainda são incipientes, ou seja, estão em fase de maturação. A adesão dos indivíduos a este projeto exige infraestrutura e pode proporcionar, mesmo a médio prazo, formas de transporte mais sustentáveis, combinando uma vida mais ativa do indivíduo com um transporte mais ágil e confortável.

Portanto é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução da problemática. Como forma de solucionar esses problemas, Governo Federal, por meio do Ministério dos Transportes, deve realizar investimentos nas malhas ferroviárias para interligar mais facilmente a cidade, bem como atingir um maior número de pessoas, garantindo a redução do número de circulação de veículos rodoviários. Além disso, o Ministério da Infraestrutura deve oferecer condições para o indivíduo, como ciclovias e equipamentos, que possibilitem o uso de bicicletas e motonetas no ambiente urbano, aliando a atividade física ao bom processo de deslocamento urbano.