A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/09/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, promete, em suas disposições a consolidação de um Estado justo, democrático e igualitário. No entanto, quando se fala da crescente crise na mobilidade urbana no Brasil, percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente, visto que esse é um grave problema social, que se sustenta pela falta de ações governamentais e pela ausência de consciência social sobre seus direitos. Diante disso, é imprescindível o debate e a resolução dos impasses.
Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a afirmação de Abraham Lincoln que diz que “a política é serva do povo e não o contrário” se relaciona fortemente com a temática. Isso porque, o Poder Público não serve a população com ações, planos e metas que invista em infraestrutura na mobilidade urbana, tais como: ferrovias, segurança dos ciclistas e da redução de gases poluentes. Desse modo, é fácil perceber que sem uma política comprometida, com cita Lincoln, esse tipo de situação irá se perdurar, haja vista que a atuação governamental é primordial para se desenvolver cenários melhores. Assim, é inegável que essa lacuna estatal é uma das causas do revés.
Ademais, a ideia de massificação social defendida por Hanna Arendt, em sua obra “Banalidade do mal” se liga secundariamente à situação. Com efeito, a filósofa reflete sobre o processo coletivo em que todos os indivíduos possuem os mesmos padrões de gostos e comportamentos e são ausentes de consciência crítica. Nesse sentido, verifica-se que, em razão disso, as pessoas não entendem que o direito de ir e vir é um privilégio social e que ele tem papel fundamental na base da sua formação cidadã, pois ser cidadão não significa ter acesso aos direitos civis, sociais e políticos, mas também ter consciência deles e cobrar pelo o seu exercício. Portanto, devido à relevância do assunto, faz-se necessário uma mudança na mentalidade social como forma de combater os efeitos apresentados por Hanna.
Logo, é evidente a intervenção na questão da deficiência na mobilidade urbana. Destarte, para a conscientização da população brasileira a respeito da problemática, é preciso que as escolas, com apoio das prefeituras e das mídias, promovam um espaço para rodas e discussões sobre o conteúdo no ambiente escolar, por meio de palestras. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e de especialistas no assunto, com o intuito de combater a falta de ações governamentais e a fata de consciência social e de que as pessoas compreendam a matéria relativa ao enunciado. Com isso, a Constituição Federal de 1988 garantiria uma sociedade mais justa.