A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 19/09/2020
Desde a década de 50, durante o governo Juscelino K., ocorreu a ampliação da indústria automobilística no território brasileiro. No entanto, o crescimento acelerado corroborou a precarização de outros meios modais. Atualmente, o Brasil enfrenta desafios perante a crise da mobilidade urbana, seja pela falta de infraestrutura, seja pela poluição.
Em primeiro plano, os transportes públicos se encontram sucateados. Assim, a sociedade brasileira prioriza os veículos particulares, os quais existem de um para cada quatro indivíduos, como apontou reportagem da “Globo News”. Porém, a baixa utilização dos transportes de massa contribui para o aumento de congestionamento, atrasos e estresse. Logo, é imprescindível que o Estado invista na infraestrutura dos veículos coletivos.
Em segundo plano, o número de veículos nas ruas é proporcional aos gases poluentes emitidos na atmosfera. Com isso, alguns problemas ambientais como inversão térmica e ilhas de calor são consequências do baixo número de transportes alternativos, que possui queda de um quinto de indivíduos favoráveis à sua ampliação, segundo o IBOPE. Entretanto, a disseminação de modais ecológicos como bicicletas, patinetes e patins é essencial para uma melhor sustentabilidade. Dessa forma, é impreterível que ações governamentais sejam tomadas para ampliar a utilização desses meios de locomoção.
Portanto, com intuito de amenizar a problemática, o governo deve melhorar a infraestrutura do transporte coletivo, por meio de ampliação das faixas a eles destinadas e melhoria no conforto, que seja atrativa aos passageiros, a fim de atenuar o trânsito nas cidades. Ademais, cabe ao Ministério da Infraestrutura incentivar o uso de transportes alternativos, por meio de ampliação de ciclovias e faixa de pedestres, que deem mais conforto e segurança as pessoas, com objetivo de diminuir problemas ambientais. Feito isso, o conflito iniciado no governo de “Jk” será mitigado.