A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 23/09/2020
Mediante a leitura do poema “Cota Zero”, escrito por Carlos Drummond de Andrade, pode-se testemunhar aspectos formais de um fenômeno contemporâneo ignominioso, a saber, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, torna-se oportuno dissertar que tal fato ocorre devido, mormente, à soez gestão pública relativa às obras estruturais e ao diminuto apoio político referente ao transporte alternativo. Dessa maneira, faz-se mister que os poderes da Nova República atuem, peremptoriamente, com o propósito de dirimir esse percalço.
A princípio, é imperioso circunscrever que o aumento das adversidades da locomoção urbana é decorrente da indecorosa administração de obras de infraestrutura. Nesse ínterim, de acordo com Jilmar Tatto, ex-Secretário de Transportes de São Paulo, no Brasil, a direção dessas laborações é marcada por falhas, como o atraso e a corrupção. Em verdade, pode-se afirmar que essa forma de gerir, resultante da inópia capacitação profissional, produz efeitos deletérios, à guisa de ilustração, o soerguimento da crise na mobilidade urbana. Isso fica evidente, por exemplo, a partir da observação dos atrasos na construção do metrô em diversas cidades do País. Logo, urge que o Ministério da Infraestrutura promova ações com o fito de mitigar esse óbice.
Outrossim, é imperativo ressaltar que a parca assistência das organizações da sociedade relativa ao transporte alternativo proporciona o desenvolvimento da crise na mobilidade urbana no cenário nacional. Nesse sentido, segundo Pablo Hereñú, doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, o incentivo à diversidade de locomoção, no País, é precário. Com efeito, pode-se inferir que essa realidade ocasiona o aditamento da atribulação na atividade de deslocação para outro lugar. A título de exemplo, pode-se citar os baixos investimentos, presentes nos planos orçamentários anuais, como um empecilho do incentivo ao uso de outros transportes nas metrópoles. Desse modo, é urgente que o Ministério da Economia realize atividades com o intuito de subtrair esse imbróglio.
Portanto, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira é uma situação deplorável para o cenário nacional. Em face disso, é premente que o Ministério da Infraestrutura- responsável pelas políticas nacionais de trânsito e de transportes, organize um curso nacional de gestão de obras de infraestrutura, por intermédio do ensino híbrido, possibilitando gratificações aos participantes, a fim de atilar a administração pública dessas atividades. Ademais, é impreterível que o Ministério da Economia incentive, por meio de maiores investimentos, o uso de transportes alternativos. Dessarte, os aspectos formais da poesia de Carlos Drummond de Andrade tornar-se-ão distantes da conjuntura tupiniquim.