A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/09/2020
No governo de Juscelino Kubitschek, na década de 60, com o plano de metas, houve um grande incentivo às indústrias automobilísticas para a vinda ao país, aumentando a cultura do carro, no qual passou a ser visto como uma forma de status social. Entretanto, no Brasil hodierno, apesar dos diversos avanços sociais ocorridos na nação, a crise na mobilidade urbana é crescente. Isso se deve, ora pela má qualidade do transporte coletivo, ora pela falta planejamento na urbanização dos grandes centros urbanos. Logo, medidas devem ser tomadas por entes que tenham a incumbência de minimizar essa série de problemas
Em primeira analise, é correto afirmar que a ausência de infraestrutura no transporte publico está relacionada a crise da locomobilidade. A essa premissa, é visto que o avanço das cidades não acompanhou ao progresso do transporte comum, uma vez que a insegurança e a falta de conforto no uso são as principais queixas de quem utilizam esse tipo de modal. Nesse sentido, sob uma pesquisa da Ideia Big Data, no ano de 2019, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas permissionárias de ônibus negativa; ou seja, esse questionamento revelou o quão caótico é a situação do deslocamento brasileiro. Destarte, é perceptível o descaso estrutural com essa questão.
Percebe-se, também, que a urbanização errônea ocorrida nas localidades é um grande vetor dessa problemática no cenário atual. Acerca disso, o grande crescimento das cidades é exemplificado pelo êxodo rural, com a ida das pessoas do campo para as capitais, entretanto, esse movimento nao escoltou o planejamento, fazendo com que houvesse o inchaço do local, o que trouxe inúmeros malefícios para a mobilidade dos indivíduos. Nessa perspectiva, segundo Emile Durkheim, a sociedade é como um organismo vivo, com partes que interagem entre si para uma boa ação; contudo, a visão filosófica é ignorada na contemporaneidade. Desse modo, vê-se a necessidade da mudança ness
Portanto, é notável que as más condições do transporte urbano, além da falta de um programa do meio social, são empecilhos que devem ser atenuados. Para isso, cabe aos Governos Estaduais e Municipais, a criação de parcerias com empresas de ônibus, no sentido de ampliar as linhas dos veículos coletivos, com melhorias significativas na infraestrutura, no intuito de que mais pessoas possam usar o transporte como forma alternativa. Outrossim, o Ministério da Infraestrutura, por meio das Secretarias Estaduais, deve criar um projeto que faça o planejamento das áreas que mais sofrem com os problemas da falta de mobilidade, com a ajuda de arquitetos e engenheiros, para que haja a ampliação dos setores de passagem, no fito de diminuir as falhas no deslocamento de pessoas e mercadorias.