A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/09/2020

Em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a reforma Pereira Passos, em que o objetivo era a expansão das ruas, o desenvolvimento das estradas e a higienização da cidade, de forma planejada.Paradoxalmente, no cenário atual, o Estado não possui uma estruturação organizada para manejar o grande fluxo de veículos nas cidades, logo ocorre os engarrafamentos e o aumento da poluição atmosférica. Assim, a falta de mobilidade urbana é resultado da falta de incentivos aos transportes intermodais, pois as autoridades governamentais priorizam o rodoviarismo, que possui baixo custo.

Em primeira instância, o grande número de veículos circulando nas cidades produzem altas concentrações de gás carbônico, que é um gás estufa. Assim, a poluição atmosférica ocasionada afeta a biodiversidade e intensifica a passagem de mais raios solares para a atmosfera. As grandes concentrações de gases estufas preocupam a Organização das Nações Unidas, pois acarreta nas modificações da temperatura do planeta, segundo o pubicado no jornal The New York Times em setembro de 2020. Nessa conjuntura, além da falta de organização urbana, há o descaso com a saúde ambiental e a despreocupação com as gerações futuras.

Em segunda análise, o enfoque no rodoviarismo em detrimento dos intermodais intensifica a crise na mobilidade urbana. Assim, segundo o ideal ‘‘American Way of Life, em que o obejtivo é o consumo máximo acima da ética social, o Estado apresenta um viés individualista por não promover um maior investimento em transportes alternativos. Por conseguinte, a criação de linhas ferroviárias, a maior disponibilização de ônibus e de bicicletas públicas  requer um custo maior e a prioridade estatal é a exportação de commodities, que acarreta na maior renda de capital financeiro.

Portanto, é mister o investimentos em diferentes linhas de transportes e o desenvolvimento de cidades sustentáveis para sanar os impactos da crise urbana. Assim, o Ministério da Cidadania em conjunto com as prefeituras devem incentivar o uso de bicicletas e de linhas de metrô, através de palestras socio-educativas, apreentadas por professores, em praças públicas e em empresas para organizar o grande fluxo de veículos nas cidades. De acordo com o escritor Nelson Mandela, a educação é o único meio para atingir o desenvolvimento social, assim, a sociedade brasileira só irá desfrutar de uma organização cidadã eficiente quando priorizar o valor da educação.