A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/10/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito de ir e vir aos cidadãos brasileiros. No entanto, a população não tem esse direito efetivado, o que é perceptível ao avaliar a crescente crise na mobilidade urbana. Nesse sentido, o consumismo, bem como o sistema de transporte público, apresentam-se como entraves para a mobilidade.

Em primeiro lugar, é notável que a grande quantidade de veículos particulares se dar pelo consumismo. Sob esse viés, o filósofo Zygmount Bauman - em seu pensamento acerca da modernidade líquida - fala que o corpo social atual é movido pelo consumo, pois as pessoas passaram a ser tratadas como mercadorias a serem vendidas. Dessa forma,a população tende a comprar transportes particulares para mostrar poder dentro dessa estrutura social.Assim, esse práticas resulta em problemas de locomoção e trânsitos caóticos,devido á quantidade de veículos.

Em segunda análise, é perceptível que o sistema público de transporte é falho. Nesse contexto, o ex presidente Washington Louís disse, baseado em suas ações como presidente, que gorvernar é construir rodovias. Nesse viés, a locomoção dos transportes públicos é limitada, pois a falta de organização do sistema  rodoviário impede a locomoção de forma eficiente. Dessa maneira, afetando o direito de ir e vir dos cidadãos.

Portanto, diante do exposto, torna-se clara a problemática acerca da mobilidade urbana. Sob essa análise, urge que o Governo, por meio da mídia televisiva e das mídias digitais, promova campanhas que abordem essa questão, mostrando como o automóvel particular está envolvido e quais consequências ele traz, a fim de diminuir o número de automóveis privados. Nessa perspectiva, cabe ao Governo,também, por meio de receitas públicas, ampliar as rodovias, criando faixas exclusivas para o deslocamento de veículos públicos, a fim de melhorar a organização rodoviária. Assim, o direito de ir e vir, assegurado pela Carta Magna, será efetivado.