A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/09/2020

Durante o Governo de Juscelino Kubitschek, período marcado pelo desenvolvimento e modernização do Brasil, houve grandes investimentos quanto a construção de rodovias a fim de atrair maiores investimentos econômicos de empresas multinacionais automobilísticas no país. A partir desse acontecimento, o uso de automóveis se tornou cada vez mais comum e necessário na sociedade, causando uma crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Tal fato efetiva- pela falta qualidade do transporte público e pelo intenso incentivo à compra de automóveis na sociedade capitalista contemporânea.

Primeiramente, é importante ressaltar que segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados usariam os ônibus municipais se estes atendessem suas expectativas. Entretanto, a falta de qualidade nesses meios de locomoção faz com que boa parte da população opte por não os utilizar. Visto que a má segurança, a falta de conforto e a superlotação são algumas dessas problemáticas muito comuns, e tornam então o trânsito cada vez mais caótico.

Além disso, leva-se em consideração que com a adesão do modelo produtivo Toyotismo na década de 70, as compras de automóveis cresceram significativamente, associados ao sistema de obsolescência programada e variação dos produtos, induzindo o cidadão a adquirir novos veículos em um espaço de tempo inferior. Consequentemente, a quantidade de carros presentes em rodovias e em cidades se tornam cada vez maiores. Logo, nos horários de maior movimento, o número desses automóveis tende a crescer de forma exponencial, ocasionando uma demora cada vez maior para chegar ao destino por conta do trânsito, e assim aumenta a crise na mobilidade urbana.

A partir dos fatos apresentados, nota-se a necessidade das Prefeituras Municipais promoverem o aumento da frota dos transportes públicos que tenham uma boa qualidade, por meio da Política Nacional de Mobilidade Urbana, a fim de que a população tenha cada vez mais o interesse de usá-los. Paralelo a isso, o Governo Federal, deve estimular a construção de faixas exclusivas para ônibus e ciclovias em todas as metrópoles, visando uma melhora no trânsito em horários de maior movimento. Assim será possível um Brasil com uma melhor mobilidade urbana.