A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 28/09/2020
Em 1950, no Brasil, com o avanço da urbanização nas cidades, o uso de veículos movidos a motores cresceu, consequentemente, o investimento na industria automobilística aumentou. Dessa forma, no hodierno cenário brasileiro, a mobilidade urbana cresce esporadicamente, o qual afeta negativamente o cotidiano da sociedade. Sob tal ótica, a falta de planejamento urbano e o maior poder de consumo das famílias corroboram para a continuidade desse impasse.
O descaso do Governo para um planejamento urbano correto influencia no crescimento da má condição de deslocamento de um ponto a outro dentro de uma cidade. Desse modo, a constituição federal no artigo 144 assegura ao cidadão uma mobilidade urbana de qualidade. Portanto, não é o que acontece, pois não há um aproveitamento correto dos espaços urbanos causando cada vez mais congestionamento no dia a dia da população, e também a acidentes.
Por outro viés, vale destacar que o aumento da renda dos brasileiros interfere de forma negativa na mobilidade urbana brasileira atual. Segundo uma pesquisa do instituto Data Popular, a renda da classe média, que representa 56 porcento da população, cresceu 71 porcento entre 2005 e 2015. Com isso, antigamente, adquirir um automóvel era uma condição privada para as pessoas com pouco poder de compra, com esse crescimento, se tornou mais fácil comprar um. Portanto, a trafego de carro está crescendo cada vez mais, e isso traz consequências negativas para a sociedade, bem como o aumento da poluição.
Logo, para a efetiva redução no da mobilidade urbana no Brasil, o Poder Executivo - instituição de alta relevância no país- investir cada vez mais em planejamento urbano, para assim oferecer melhores oportunidades de transporte para os cidadãos. Paralelo à isso, a sociedade civil deve colaborar com a mudança de hábitos diários, em que utilizam meios de transporte públicos ou meios sustentáveis, tal como a bicicleta, para assim melhorarem seu trajeto diário.