A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/09/2020

Após a Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra em meados do século XVIII, a tecnologia trouxe praticidade para as atividades rotineiras, como os meios de transportes. Desde então, tal cenário vem prejudicando o dia a dia do ser humano, já que hodiernamente os meios urbanos se encontram tomados por automóveis, fazendo com que a crise da mobilidade urbana avance e assim o cenário brasileiro se torne caótico e errôneo. Tal panorama ocorre ora em função do grande descaso governamental, ora pela falta de investimentos em transportes públicos. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa controlá-los de maneira eficaz.

A priori, o descaso do governo em melhoria de vias rodoviárias para a população, fragiliza a ideia de ordem e progresso, ocasionando também, consequências como acidentes. Sob a mesma óptica, a grande quantidade de automóveis ocasiona terríveis engarrafamentos, e consequentemente não só causam atrasos de muitas pessoas aos seus destinos, mas também emitem uma grande quantidade de gases poluentes no meio ambiente. Logo, a ideia de evolução proposta pelo Governo de Juscelino Kubitschek, irá sofrer retrocesso enquanto as autoridades não instituírem uma possível melhoria no processor de ir e vir da população.

Outrossim, a falta de investimentos em transportes públicos relaciona a crise de locomobilidade. A Lei número 12.587, conhecida como a Lei da Mobilidade Urbana, foi criada para assegurar os direitos da população, porém em muitos casos ela é falha. Percebe-se que, o translado público é precário, pois além de muitas vezes não oferecer segurança aos indivíduos, encontra-se sempre lotado e com preços relativamente caros, se analisado a velocidade e pontos de chegada. Com isso, devem ser analisadas as políticas e normas envolvendo o transporte público, para que assim ocorra um maior investimento nessa área.

Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir a crise envolvendo a mobilidade urbana no Brasil. Além disso, o Governo juntamente com o Ministério do Transporte, deve instituir vias públicas de locomoção para quem tem o seu próprio carro, como também aumentar a rota de ônibus públicos com taxas de passagem inferiores, disponibilizando cartões que não cobrariam o valor bruto da passagem, para quem já o tivesse usado. Dessa forma, esse grave problema poderá ser contornado e assim o país se organizará.