A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/09/2020
A Revolução Industrial, no século XIX, ocasionou o “boom” na produção automobilística. Durante esse período, tornou-se conhecido, mundialmente, o Fordismo, que refere-se aos sistemas de produção em massa. No Brasil, entretanto, somente na década de 50, com o Plano de Metas de JK de 50 anos em 5, estimulou-se o uso de carros, por intermédio da construção de estradas. Todavia, devido a péssima organização das vias, há uma crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Um dos motivos para o desequilíbrio no trânsito é a estrutura do transporte público, que, além de causar poluição, é motivo de distúrbios psicológicos na população.
Primeiramente, é válido citar que, segundo pesquisa do IBOPE, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, 83% dos entrevistados deixariam de utilizar o automóvel com certeza e/ou provavelmente caso houvesse uma alternativa de transporte público que estivesse de acordo com suas expectativas. Porém, em virtude do sistema de carrocracia, que favorece os carros, as cidades são construídas para estimular a mobilidade individual e, portanto, dificulta o uso de outros tipos de modais. Além disso, a péssima estrutura do transporte público, também, incentiva o uso da locomoção particular. Em função desses fatos, há uma massa de transporte nos centros urbanos.
Por consequência, a cultura carrocêntrica é um dos principais motivos para as ilhas de calor, que, por causa da escassez de árvores e o alto índice de poluição atmosférica, favorece a elevação da temperatura. Além disso, por se passar uma grande quantidade de horas no trânsito, o atraso para um determinado compromisso é recorrente e, devido a isso, causa estresse e agressividade na população. De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o quinto país mais violento no trânsito e tem a maior quantidade de pessoas ansiosas do mundo.
Portanto, é mister que haja um progresso na mobilidade para, também, melhorar o bem-estar social. Urge que uma parceria entre o Governo Federal, Estadual, Municipal e empresas seja feita, por meio de um contrato benéfico para ambas as partes, para trazer um transporte público de qualidade, com o intuito de diminuir o uso da locomoção particular e ampliar as linhas de ônibus e metrô. Ademais, haverá o compartilhamento de bicicletas e patinetes, que são modais sustentáveis. Destarte, a crise na mobilidade urbana brasileira tenderá a diminuir.