A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 03/10/2020
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, a indústria automobilística foi muito valorizada e favorecida, o que levou ao aumento do número de automóveis em circulação e de vias para integração. No entanto, a quantidade de veículos circulantes no Brasil, especialmente nas grandes cidades, já causa um problema grave de congestionamento, o qual pode levar horas para ser reduzido. Assim, a crise na mobilidade urbana é causada pelo excesso de automóveis nas ruas e pela falta de transportes coletivos de qualidade.
Em primeiro lugar, os desafios na circulação das cidades são resultados de um grande número de carros, motos e ônibus nas ruas. Como mostra o exemplo da cidade de Londres, a dificuldade de se mover pelas ruas era tão grande que o governo foi obrigado a impor medidas, como taxas para carros que forem colocados em circulação em áreas muito movimentadas. Isso expõe que a mobilidade urbana já é afetada em muitos países pelo excesso de veículos, o que exige cada vez mais medidas para facilitar a circulação nas cidades, sendo a principal controlar o número de carros nas ruas, pois eles costumam ocupar um grande espaço para transportar poucas pessoas.
Em segundo lugar, a crise na mobilidade urbana é uma consequência da falta de transportes coletivos de qualidade. Ao observar empresas como a Yellow, que oferece uso de patinetes pelo aplicativo, e a Unimed, que oferece bicicletas aos clientes do plano, é possível notar que as opções para substituir os automóveis existem e são ótimas alternativas. Ademais, muitas cidades já apresentam uma frota de ônibus e metrôs, os quais, entretanto, costumam ser de péssima qualidade, o que exige aumentar a quantidade desses ao mesmo tempo que se reduz a de carros, para transportar um número qualitativo de pessoas por modal.
Desse modo, os modais alternativos existentes devem ser explorados com o objetivo de diminuir a crise na mobilidade urbana. Para isso, o Ministério da Infraestrutura deve reduzir o número de carros em circulação por meio de medidas obrigatórias, as quais devem reduzir o número de estacionamentos nas ruas e taxar os motoristas que circularem em áreas muito movimentadas das cidades, o que leva as pessoas à buscarem outros meios de transporte. Além disso, o Ministério também deve favorecer os outros modais disponíveis, por meio de bicicletas e patinetes do governo, os quais serão acessíveis por aplicativo, bem como aumento na frota de ônibus, que deverão comportar um número máximo de pessoas para valorizar a qualidade.